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terça-feira, 20 de outubro de 2009

Fotos

Fotos tiradas no show do meu aniversário, no Teatro Hebraica, por Ieve Holthausen:


Iti ao fundo.
Ricardo Fa, ao violão.
Iti invadindo o palco.
Muito trabalho pra deixar o cabelo bonito.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Chique

Ontem tive uma sensação de vitória incrível ao cantar pro povo no Mercado Público de Porto Alegre. Fiquei muito feliz com o convite, só tem gente bacana fazendo a programação, enfim. Muitoo obrigado por aparecerem em massa, de pararem e ficarem por lá, e principalmente, por não me deixarem ir embora mesmo morrendo de vontade de mijar. hahahaha Brigado.

Dia 24 eu canto no desfile da Casa de Tolerância, no Boteco do Beco. Vai ser lindo e chique. Eu ando usando as roupas da casa, as meninas são, de longe, o único suspiro genuíno de criatividade na moda em Porto Alegre. Muito bacana!

Até lá.

PS: Rio e SP, cruzem os dedinhos pra mim na Pauta Funarte de Música 2009.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Novidades:

Show dia 7, no Parcão, de graça às 17h, pela Oi Fm!
E dia 8 no mercado público em comemoração aos 140 anos do Mercado, não sei a hora ainda, mas eu aviso.

No mais, continuo aqui esperando a reabilitação da Amy Winehouse.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Show sábado foi lindo. Muito obrigado pela presença massiva de todos!

Eu estava meio que morrendo de doente em cima do palco, recorrendo a santo, benzedeira, sorine, água... mas deu tudo certo. Mesmo com chuva, mesmo com urucubaca... o público foi lindo demais.

Agora no começo de outubro tem mais. Vou cantar PRO POVO! Meu sonho popular se realizando, num lugar movimentado, cheio de gente de todas as cores, idades e crenças. Mais detalhes logo logo.

domingo, 20 de setembro de 2009

22


Então, dia 26 eu faço 22 anos e comemoro com um show especial, no TEATRO HEBRAICA, aqui em Porto Alegre. Adoro este Teatro, lá eu fiz minhas primeiras explorações de violão, meus primeiros shows com preocupação cênica e de luz, cenário e essas coisas. Me sinto em casa. Na platéia, meu povo querido. O repertório é o do disco SAGA, e mais algumas viagens. Quero tocar uma música nova e também resolvi tirar duas canções antigas da época mais fossa de todas pr´aqueles que sempre me pedem e eu digo: isso é coisa do passado.


Então, não será.


E repito: aniversário não quer dizer CANTAR PARABÉNS. Não gosto de parabéns!


segunda-feira, 14 de setembro de 2009

APLAUSO de setembro


Retratos do artista quando jovem

Por Manuela Colla, Jornalista



"Prestem atenção neste nome: Filipe Catto. Com uma voz especial e repertório personalíssimo, ele ameaça reiventar a música popular "




No coração da Cidade Baixa, Rua da República, um saxofonista está na esquina, tocando sozinho. São seis horas da manhã. Um guri se aproxima para escutar e, ao final de uma música, pergunta: “Tu sabes tocar Summertime’?”. “Sei”. “Então toca em dó menor porque eu queria cantar”, diz. O garoto então solta a voz na rua, canta para três pessoas, canta para o bar vazio, para os amigos, para quem quiser ouvir. O amor que sente por isso é o que o move. E, também, a imensa vontade de ser ouvido.


Parece cena de novela, mas não é. O guri em questão tem nome: é Filipe Catto, 21 anos, cantor e compositor – apontado por boa parte da crítica especializada como uma das maiores revelações da música nos últimos anos. Revelação, entretanto, só para o mercado: o artista sabe muito bem o que é entregar flyers em mesas de bar, pedir espaço na mídia e levantar peso nas centenas de horas que envolvem a produção de um espetáculo com a ajuda dos amigos. “Ser artista de MPB sem apoio de gravadora, em Porto Alegre, é matar um leão por dia”, afirma o músico.


Filipe canta desde criança, acompanhando o pai Oscar em formaturas, casamentos, o que aparecesse – era uma daquelas crianças prodígio. Uma de suas memórias mais marcantes dessa época foi quando, aos 12 anos, cantando numa formatura no Teatro do Sesi, esqueceu um trecho do hino nacional. Aprendeu, ali, a errar do jeito certo: esperou até o momento em que lembrou a letra e engatou para a frente. “Quando tu estás no palco, ou te entregas com toda a alma ou tens medo e vai embora. Eu escolhi dar a cara à tapa, sempre. O único erro é desistir, e isso nunca aconteceu comigo. Eu sempre quis viver de música”, diz, com olhos repletos de convicção de quem sabe o que é esta saga.


Palavra, aliás, que batiza o primeiro registro em CD de seu trabalho. Dos discos de vinil do pai, herdou o amor por Elis Regina, Janis Joplin, Joe Cocker. Sempre adorou ler e escrever. Adolescente, descobriu Hilda Hist e Caio Fernando Abreu e começou a escrever letras e compor melodias, participando de bandas de rock. Na época, não gostava do seu timbre de voz, que mudou com a chegada da adolescência. Cantava sempre baixinho. Nessa época, absorveu influências como Cat Power, PJ Harvey e Portishead. Hoje, sua voz é mais aguda do que era na infância: Catto é um contra tenor, timbre de voz raro entre os homens. Especialmente na MPB.


Em 2005, ainda cantando baixinho, foi convidado por Katia Suman e Frank Jorge a participar do Sarau Elétrico. Foi um divisor de águas na sua vida profissional. Uma noite, enquanto cantava, percebeu que as pessoas continuavam conversando. Pensou, então, que diante daquela indiferença poderia cantar suas próprias músicas. E cantou. E as pessoas começaram a escutar as composições de Filipe ali. “Percebi que havia público para as minhas canções”, espanta-se. Em 2007, seguiu fazendo shows em bares, gravações em casa e começou a disponibilizar arquivos no Myspace para download.


Retrocedeu nas suas influências musicais até a raiz e voltou a ouvir os discos do pai e a escrever músicas como um contador de histórias. “Eu falo da minha vida de forma inconfessável nas minhas letras. As pessoas podem se identificar com isso porque todo mundo já foi traído, humilhado, todo mundo já sentiu saudades”, explica. São essas canções, confessionais na maioria das vezes, que compõem Saga. A maioria delas produzidas depois de uma temporada morando em Nova Iorque e do primeiro show, realizado com o diretor João Pedro Madureira, em 2008. Ouro e Pétala, formado de voz, violão e palmas, foi apresentado no teatro Hebraica, em julho e agosto, com sucesso de público. Seis meses depois, uma temporada de Saga – Violão e Vísceras no Espaço Ox trouxe rostos desconhecidos à plateia.



Todo tipo de som


A gravação de Saga teve acréscimo do produtor musical Sérgio Guidoux. A partir da parceria, Filipe enriqueceu seu processo criativo em relação a arranjos, abordagem e uso de instrumentos diferentes – o produtor trabalha há anos com sonoplastia de filmes. No CD é possível escutar todo tipo de som: panelas, ralador de queijo, copo com gelo, leque, bandolim, cello, palmas, madeira batendo no chão. O disco foi inteiramente gravado em fitas analógicas e mixado por Guidoux em Londres, durante os primeiros meses de 2009. “Só usamos instrumentos antigos e a voz não foi retocada na produção. A gravação de bateria, baixo e violão foram feitas ao vivo, no estúdio, para que o som ficasse mais orgânico”, explica o cantor. Quando Guidoux foi para Londres, a troca de e-mails com arquivos do disco em mp3 foi intensa até que as músicas soassem exatamente como eles queriam. “Certas canções te pedem coisas, por isso trabalhamos com humildade e sem ego. Queríamos fazer algo dinâmico, diferente”, diz o cantor. O resultado nota-se no disco: há samba, tango, música de fossa, letras passionais e uma sonoridade rica.


Saga está disponível para download gratuito no site do artista (www.filipecatto.com.br) – resultado da imensa vontade que ele tem de ser ouvido. “Pensei no alcance que a internet te dá. Muitos dos downloads do CD são de países como México, Bélgica, Argentina, Estados Unidos”, diz. Para ele, disponibilizar o download gratuito na rede foi uma forma de investimento e de troca. E a possibilidade, real, de poder mostrar um pouco do seu trabalho – e de si mesmo – através das músicas do CD. “Uma menina de Goiânia postou um vídeo no YouTube cantando uma música minha”, orgulha-se. Além disso, o Jornal do Brasil “descobriu” Filipe Catto pela rede. Resultado: reportagem de uma página, a glória para quem precisa matar um leão por dia.


Com uma musicalidade diferente e própria, Filipe não teve medo de se colocar inteiro num disco – além do mais, gratuito. Se isso não for generosidade, ensinem-me uma definição me-lhor para esta palavra.


domingo, 13 de setembro de 2009

Vício do dia: FAFÁ

Estou chocado e emocionado com o disco de Piano e Voz da Fafá. É a coisa mais sexy, over, inspirada, crua e visceral que eu ouvi nos últimos tempos! Sério mesmo!

Sou teu fã, fafá.
BAIXE O CD AQUI, e repare na INCRÍVEL "Devolvi". Meu deus do céu.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Quinquilharias




"O amor pintou em mim um certo tom vulgar
Que nem vergonha nem suplício pra lavar (...)
Mas não posso dizer que me chegou em vão
O amor pousou a arma em minha mão
Cobrindo-me a tez, a voz, o verso, o tom
sibila entre os dentes
mancha da batom"
pra quem acha que eu peguei pesado no SAGA, prepare-se prum banho de sangue e luxúria no próximo disco.

Polaroids!

Sendo legal - por Ieve Holthausen




Paula Lavigne... digo... KIKA LISBOA & Yo - por Ieve Holthausen

Cara de nada - por Ieve Holthausen

Fotos tiradas na sessão que a Ieve e a Ju fizeram pra divulgação. Aquela da famosa foto da porta vermelha, mas dessa vez com uma cara menos demoníaca.


Chuva do inferno

Não tem coisa que me irrite mais que um dia de chuva pesada como hoje. Eu não consigo evitar: sapato molhado, guarda-chuvas pingando, pigarro, aquela coisa toda escorrendo. A minha casa que é úmida pra caralho, dá até medo. Passei o dia trabalhando e lendo.


Já terminei a biografia da PJ Harvey. Já li a da Billie Holiday também, graças à Manu que me empresta seu arsenal biográfico todo. Não ouvi nenhum disco bacana ultimamente, uma pena. Aliás, ouvi, mas era velho, era coisa do Nick Cave. Básico. O show do dia 26 está bem, obrigado.


Estou esperando pelo fim do inferno astral como uma criança espera o dia do Natal, é impressionante.


Pelo menos dei umas risadas com a Talita hoje, e com a Jo e a Adri pelo telefone. Não tem ninguém que me faça sair de casa hoje. E inferno astral com chuva pede o que? DVD.


By the way, o Um Que Tenha voltou e isso é ótimo, viva a música democratizada. Lá tem vários albuns de vários artistas brasileiros pra baixar de graça. E viva o iPod.


Outra coisa: Fernando Calegari me leu um texto lindo ontem, ele é foda. Fellzinho, menino fantástico.


E pra ser um pouco mais aleatório vou colocar uma foto da Brigitte Bardot, porque ela é libriana de setembro também e deve estar super mau humorada neste momento curtindo seu inferno astral em La Madrague;